sexta-feira, 9 de março de 2012

O Direito de ser Mulher na Sociedade hodierna


Eu quero que as mulheres tenham um espaço na sociedade. Que amem, produzam, (des) construam e que também não amem,ou não tenham filhos,caso não queiram, afinal, quero que estas tenham o direito de querer ser ou não, o que bem quiserem. Quero que a mulher não seja conspurcada por um machismo, que às vezes teima em imperar em seus discursos e práticas ; fruto de séculos de dominação e controle, de invisibilidade e mutismo, que ainda se faz presente nas suas relações com o mundo. Quero também que a mulher, não seja lembrada somente em "datas pedagógicas" , como aquelas que vivencia-se nas escolas hodiernas: dia do Índio, semana contra o Bullying, dia do , dia da , dia...dia...dia. Estas merecem ser lembradas diuturnamente, pois, anseiam sair das amarras ideológicas que são promovidas pelas narrativas patriarcais, querem ser reconhecidas, respeitadas e valorizadas em sua diversidade. Viva os 155 anos em que mulheres buscaram ser ouvidas, deixando o silêncio, a ganância obtusa, na intenção de apropriar-se de condições melhores na sociedade e se fazerem emancipadas e autônomas. Viva o Dia Internacional da Mulher!!!
by Aldo Fernandes

domingo, 29 de janeiro de 2012

A Mercantilização da educação e as mentiras tidas como verdade


A Educação vivencia tempos de "trevas". Professores indignados, buscando um reconhecimento social que foram -lhes tirado desde muito tempo. Ser professor não basta somente receber um título de "licenciado",licenciado para que? para não dizer e escrever o que pensa?Nós professores não!!! precisa muito mais que isso, ser somente um licenciado, e uma das coisas que defendo, é que seja respeitado como profissional. Voltamos à máxima do "Pão e circo"? parece que sim, mas eu e tantos outros profissionais da educação não aceitaremos isso que tem sido divulgado pela mídia: Professores não estão sendo "Reconhecidos" , não são bem pagos , uma vez que se retirou a titularidade daquele que estudou e ainda estuda e outras tantas coisas .... Professores estão sendo destituídos de "ser um intelectual" e transformador social. Ser engessado com práticas e saberes, é a lógica dos tempos pós. Eu nego e não aceito que a educação seja construída com a mercantilização e o depóstio bancário de burocracias, reproduções cristalizadas e méritos que só favorecem uma identidade alienante no profissional da educação.Quero que as redes sociais tenham a força de mobilizar mais pessoas que pensam e refletem o mundo e a sociedade em que vivem, assim como eu. Quero uma sociedade que promova o sujeito autônomo e emancipado, quero que meus alun@s saibam que somos seres humanos capazes de transformar a realidade em que vivemos ,quero que saibam que existe professores intelectuais ( que que cogitam o mundo ao redor), mesmo que para isso, tenhamos de "mastigar, deglutir e regurgitar" toda as formas de opressão que nos são impostas pelas práticas variadas de "violência simbólica". Discursos podem emergir com variadas ideologias, mas tenho certeza que as pessoas não são mais tábulas rasas, que tudo ouve e tudo aceita...Não sou e não quero ser só um autômato, que maquiniza suas práticas educativas, quero ser uma referência de reflexão e de transformação social no meio em que vivo.

by Aldo Fernandes

terça-feira, 24 de maio de 2011

Gratidão ao Universo...


Bebamos da fonte inesgotável do saber e do fazer, do agir e do sentir.
Sejamos seres Quintessenciados na busca (in) constante em ser Feliz.
Troquemos energias salutares com o Divino e o Profano.
Auscultemos o coração e a Alma e dignifiquemos o supra sumo Hominal: Amar sem exigir nada em troca.
Agradeçamos pelas ESTRELAS DE PRIMEIRA GRANDEZA, postas
em nossas vidas, como corpos celestes que transitam no espaço sideral,
rumo ao infinito, em busca do simples e do belo movimento espiral...

Obrigado por permitir que a minha simplicidade somasse a você...

By Aldo Fernandes

Agradecimento ao amigo Inácio Almeida pelo compartilhar da Amizade.

sábado, 21 de maio de 2011

Possíveis elucubrações...


...Se, se...o que se vê nessa "Pós-Modernidade"? Não sei, só sei que a vida às vezes não se escolhe, se vive e se vive no presente...Bacana é existir nessa Terra e poder desfrutar do pensar do outro, quando na verdade, este pensar altera, transforma e nos (re)constrói como seres humanos. Sim, seres humanos, não somente animais. Seres humanos unidos por um pensar que metamorfoseia para melhor. Refletir e beber dessa Fonte, dessa Realidade, edifica e me faz bem... Sabe , esse alterar-se? são mudanças... A linha do pensar agora realiza-se nesta mudança...O que mudar? devo? É, devo sim; ser mais, sorrir mais, ser mais gentil, valorizar mais o outro e ser Eu Mesmo, com todas as possibilidades e anseios de SER FELIZ!!!

by Inácio Fernandes Almeida Silva

Homenagem ao amigo Aldo Fernandes.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A IN CON CLUS ÃO DE MIMMESMO...


Quero tudo o que não souAimagem, o amorSolidão e...
Quero o não reconhecimentohumano
Queroser o primitivoaforça, a terra...
Souo que mesmo? Ilusão ou algo criado para a IN CON CLUS ÃO ?

by Amun

Ser ou ser?


O que sou? O nada, o tudo, o efêmero, o prosaico...Sou o que você quer e o que eu nunca serei. Sou o átimo da fuga e da luta interior...sou a multidão solitária em mim mesmo. O outro é a face refletida em mim.

by Amun

domingo, 17 de abril de 2011

CANSEI DE PENSAR E REFLETIR, QUERO UMA IMAGEM CONSTRUÍDA PELO OUTR@ !


Hoje está um domingo quente, abafado e ensolarado. Depois de tantas chuvas, que tal um dia ideal para a praia, clube, ou qualquer programa de índio? (com perdão da palavra, sem incitar preconceitos, apenas me aproprio de discursos populares). Programa de índio? sim, talvez, depende da ótica que se observa. Pra mim é, para o outro não... Esses lazeres podem nos metamorfosear em “camarões”, tostados, gostosos e sarados... é o que vejo. Pode ser que o betacaroteno seja produzido e fixado neste intervalo de “lazer”. Por falar em sarados, que tal “corpos sarados”? Já que a sociedade atual é a coletividade da norma, do regulatório e das construções dos corpos. Sim, somos construídos, controlados e normatizados para o “corpo perfeito”. Quem não faz dieta? controla o que come? o que o outro come e não come? e... deixa isso pra lá, não quero que o Capitalismo tardio me cale a boca e que nem as academias (não aquelas com significado passado na era dos Filósofos que produziam o conhecimento), me prendam. Hoje as academias de ginástica e musculação promovem um discurso de saúde e bem estar, tá certo que não constroem o conhecimento como antigamente, mas constroem corpos, isso mesmo, “é o que tem pra hoje”... Afinal, basta vermos os programas televisivos ditos “bacanas”, para perceber que a televisão e a indústria cultural promovem uma hiperssexualização aos mais desavisados. O lema hoje é: “tenha um corpo perfeito nem que seja à custa de lixo tóxico, dietas, anabolizantes e pílulas do milagre seguinte”. Use todo o seu potencial de sedução para o ritual de acasalamento, mesmo que isso custe um corpo “perfeito”, sem conteúdo, sem reflexão, enfim, pra quê isso não é mesmo? ”Quero mais é ser feliz”, “o futuro a Deus pertence”, dizem alguns. Portanto, mesmo que a vida não seja minha e que o corpo também não, quero fabricar um corpo, ter o direito de viver uma vida fabricada...Visceral isso. Precisamos tomar cuidado com o processo de reificação que os ditos “humanos” estão promovendo com os amores, amigos, cachorros, gatos e periquitos e com os corpos também, por que não? Aquele que não tiver um desses (des) afetos, que atirem a primeira pedra. Tenha um corpo seu, um corpo idealizado ou um corpo desejado, mesmo que reificado, coisificado. A lógica funciona assim. Aqui, tomo a citação de Fernando Braga da Costa, um Uspiano (da USP), que afirma que: “A reificação configura-se como o processo pela qual, nas sociedades industriais, o valor (do que quer que seja: pessoas, relações inter-humanas, objetos, instituições) vem apresentar-se à consciência dos homens como valor, sobretudo econômico, valor de troca: tudo passa a contar, primariamente, como mercadoria. (...) O trabalho reificado não aparece por suas qualidades, trabalho concreto, mas como trabalho abstrato, trabalho para ser vendido. A sociedade que vive à custa desse mecanismo produz e reproduz, perpetua e apresenta relações sociais como relações entre coisas. O homem fica apagado, é mantido à sombra. Todo o tempo, fica prejudicada a consciência de que a relação entre mercadorias (e a relação entre cargos) é, antes de tudo, uma relação que prevalece sobre a relação entre pessoas”. Esse livro que retirei a citação é o " Homens Invisíveis". Nesse sentido, não precisa mais ter valores, conteúdos, porque o que se privilegia não é a qualidade e sim a quantidade: de bocas beijadas, de corpos usados e descartados, coisificados, mutilados e supostamente amados. Que vida louca essa, como pode dar aquilo que não tem? “O homem fica apagado, é mantido à sombra”, não à sombra do guarda- sol no clube freqüentado no domingo, ou na praia, ou no “corgo” de uma cidade turística qualquer...a coisa é feia. Até que ponto os discursos insurgidos, enaltecendo uma prática de exercícios saudáveis, estão com isso, promovendo corpos também “saudáveis”? estão realmente sendo úteis na constituição do sujeito? A vigorexia ninguém fala, joga-se pra debaixo do tapete, como a maioria do que temos no “banquete” do cotidiano. O importante é ser feliz!!! Feliz com aquilo que não tenho: um corpo saudável, porque a mente não está saudável. Pensar na atualidade, é ser saudosista pra alguns, é ser tradicional, retrógrado, posto que a humanidade esteja evoluindo e (re) incorporando o ideal de beleza grega. Os gregos valorizavam os corpos, é verdade, mas será que se esqueciam do espírito, da mente? não tenho respostas,até porque essa não é a minha intencionalidade, quero propor as perguntas, prefiro problematizar. Edifiquemos as Misses e os Misteres, modelos do que é construído, (im) posto, regulado. Quem não se adequar ao ideal de corpo e beleza, sinto muito, como punição, o deus Hades (do mundo inferior e dos mortos) sentencia que vá ler um livro, afinal, para quem constrói um corpo sem vida, é o preço que se paga: purgatório para sempre depois de ter uma vida não vivida e não pensada. Anseio encontrar o equilíbrio dessa dita “pós-modernidade”, pois, são tantos espetáculos, teatralizações, supostas interatividades (discurso das mass media) fabricações de corpos, relações, modelos, usos e descartes. Que evolução...


Vivamos a imagem distorcida do “eu”, do “tu” e do “nós”!!!

by Aldo Fernandes